Internet,
um ponto para encontros
Por Ana Carolina
Rocha, repórter iG em São Paulo
SÃO PAULO - Qualquer lugar é lugar para começar uma paquera. Mesa
de bar, elevador, sala de aula, corredor, ou até no meio da rua. Em
qualquer local e circunstância estamos correndo o risco de encontrar
alguém que nos interesse o suficiente para investirmos num romance.
Para ajudar os tímidos e os superatarefados, que não têm tempo nem
coragem de se expor ao mundo e aguardar a interferência do cupido,
surge a Internet. Uma sala qualquer de bate-papo, um e-mail enviado
por engano. O ciberespaço também está cheio de oportunidades para
encontros casuais.
O advogado Fernando Gomes está entre os que encontraram pelo menos
uma ótima história para contar para seus netos em uma sala de chat.
Certo dia, durante uma viagem, o advogado paulistano entrou numa sala
de bate-papo e conheceu uma carioca, com quem passou várias horas
conversando.
"Uma semana depois, estava conversando com ela por telefone às 2
horas da madrugada, e em outra linha estava marcando as passagens da
ponte-aérea para ir ao Rio na manhã seguinte", conta Gomes.
No outro dia a moça estava esperando por Gomes no aeroporto,
acolhendo o desconhecido em sua casa e dando início a um romance. Os
dois namoraram por algum tempo, mas a relação não se prolongou
devido à distância e à rotina corrida do advogado paulistano.
Para quem
tem pressa
Para você que tem muita vontade de passar o Dia dos Namorados com
alguém (ainda dá tempo!) e não quer ficar esperando o acaso atuar -
mesmo valendo histórias interessantes e promissoras, os encontros
casuais não acontecem com tanta freqüência - existem alguns meios
de agilizar o processo.
E a própria Internet pode ser usada para isso. Não pense em enviar
seu currículo amoroso com fotos sensuais para todos os e-mails que
vir pela frente! Existem modos mais fáceis e menos apelativos para
mostrar ao mundo o seu interesse em um romance.
Opte por colocar seus dados em agências de namoro on-line, que são
especializadas em proporcionar encontros entre os que procuram e os
que se oferecem ao relacionamento.
O internauta Ricardo Medrado buscou esse caminho e não se arrependeu.
O rapaz, que estava sozinho após se divorciar, leu reportagem sobre
agências de namoro na Internet num programa de televisão, e pensou:
por que não?
Após algumas buscas na Web, decidiu cadastrar-se no site Cara
Metade, onde fez algumas investidas, mas
sem obter sucesso.
"Fiz três tentativas, mandei alguns e-mails, mas depois de
conversar algum tempo com as pessoas percebi que não combinávamos
muito, que buscávamos coisas diferentes. Cheguei a me encontrar com
uma pessoa, mas não rolou", conta.
Mas algum tempo depois, Mariana, que também estava inscrita no site,
enviou um e-mail para Medrado, que não resistiu à iniciativa.
"Achei o máximo ela tomar a iniciativa. Começamos a conversar
pela Internet e foi amor à primeira teclada. Passamos logo em seguida
para o telefone e quatro semanas depois nos encontramos
pessoalmente", diz o apaixonado, que namora Mariana há um ano e
três meses.
A agência, que possui 1,8 mil pessoas cadastradas, já proporcionou
centenas de namoros e pelo menos três casamentos entre brasileiras e
estrangeiros.
"No início tínhamos apenas cadastros nacionais, mas recebemos
um grande número de pedidos de homens estrangeiros para incluírem
seus dados e decidimos abrir o leque", conta Silvia Moreira,
coordenadora do site.
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